segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Monte dos Vendavais - Opinião

Olá!

Apresento-vos o primeiro clássico que li, o Monte dos Vendavais, de Emily Brontë.

5/5


Este livro foi-me emprestado por uma amiga, a quem agradeço muito por em ter dado a conhecer esta edição da Editora Civilização. A capa é linda, perfeita! Não só deste livro, mas de todos os que fazem parte desta colecção de Novos Clássicos

Sendo um clássico, estava à espera de uma leitura secante, aborrecida e achei mesmo a pensar que não ia gostar da história. Mas enganei-me redondamente!
Sim, é verdade que é uma escrita complicada, que me fez reler algumas frases até as compreender, ao início andava completamente perdida, sem saber quem era quem, os capítulos longos,... e esta coisas fizeram-me ponderar dar até 4 estrelas ao livro. Mas, nahhhh! A história é demasiado boa! Prende-nos de uma maneira que não sei bem explicar. É tudo tão confuso e complicado e com tanta coisa para nos contar, que nós só queremos ler, vencidos pela curiosidade.

Na introdução podemos encontrar uma árvore genealógica do fundador do Monte dos Vendavais, a família Earnshaw .

Não quero dar spoilers, por isso vou-me focar somente no início da história.

A história inicia-se contada pelo ponto de vista do Sr. Lockwood. O Sr. Lockwook é o inclino da Granja de Thrushcross. O seu senhoria, o Sr Heathcliff habita no Monte dos Vendavais, local para onde se dirige para o conhecer. Aí ele conhece os seus dois empregados, a Zillah e o Joseph, e os seus dois familiares, a sua nora Cathy e o seu "sobrinho" Hareton.
O Sr. Heathcliff revela-se um homem bastante carrancudo e mal humorado, a Cathy uma pessoa fria e tristonha, e o Hareton reservado e rude.
Um dia, numa das visitas do sr. Lockwood ao Monte, cai uma tempestade, e ele vê-se obrigado a pernoitar lá. É levado pela governanta Zillah para um quarto, um quarto onde o sr. Heathcliff não gosta de alojar ninguém e, nesse quarto, ele encontra, no peitoril da janela, vários livros. Para diminuir o seu aborrecimento ele pega neles, e descobre que tem várias coisas escritas nas suas margens, como se tivessem feito dele os seus diários, e onde descobriu o nome Catherine, mas com vários apelidos: Catherine Linton, Catherin Earnshaw, Catherine Heathcliff.
Quando, finalmente, pode regressar à Granja, ele adoeceu, ficando aos cuidados da governanta que tinha vindo incluída com a cada, a Ellen Dean (também conhecida por Nelly).
Como ele estava curioso com essa tal de Catherine, e pedindo a companhia da governanta, pede a ela para contar a história daquela família.

E aí é que a história começa! É aí que ficámos agarrados ao livro, de uma maneira inexplicável!
A história para a ser contado pelo ponto de vista da Nelly.

Ela dá-nos a conhecer que o Monte dos Vendavais pertencia à família Earnshaw e a Granja à família Lipton. O Sr Earnshaw tinha três filhos: Hindley, Catherine e Heathcliff. O Heathcliff era como que um filho adoptado. Foi um rapaz que ele encontrou na estrada, de pele escurecida e completamente sujo e, tendo pena dele, acolheu-o, e deu-lhe o nome do seu falecido filho. O Hindley não se dava nada bem com ele, andavam sempre os dois pegados e às torras, por ciúmes, por o Heathcliff se ter tornado o filho querido e protegido do papá. Mas a Catherine adorava-o e eram os melhores amigos! 
Mas, para além de amizade, Catherine amava o Heathcliff. Mas ela teve que fazer uma escolha: o amor pelo Heathcliff ou um casamento com o filho de uma família importante, os Lipton.
Catherine escolhe o estatuto e o Heathcliff, magoado, desaparece, deixando a Catherine em desespero, e regressa uns anos mais tarde, rico, e pronto a vingar-se.

Como se vinga? Isso é algo que terão que descobrir no livro. Mas é uma vingança que vai para além desta geração, prolongar-se para os filhos dos mesmos. 
É nesta fase que conhecemos a Cathy, o Hareton e o Lipton. Um trio amoroso que vai ter um final super fofo!

Percebo porque há pessoas que não conseguem gostar destas personagens, mas, mesmo com os seus lados arrogantes e mimados, eu consegui afeiçoar-me à Cathy e ao Hareton.

É uma história intensa, com tragédias pelo meio, revoltante, tocante, e que nos faz querer esbofetear uma quantas personagens.

E querer compreender todo aquele enredo, confusão, é o que nos faz não querer largar o livro.

E vocês, que clássicos já leram? Já leram este? E que acharam?
Partilhem comigo a vossa opinião. Estou curiosa! :)

 Citações que destaco:
Ele nunca há de saber como eu o amo, não porque seja elegante mas porque é mais eu que eu própria. Seja lá do que for de que as nossas almas sejam feitas, a minha é igual à dele...
pág. 80

Fica para sempre comigo! Toma qualquer forma, enlouquece-me, mas não me deixes neste abismo onde te não posso encontrar! Oh! Meu Deus! Não consigo exprimir-me! Mas não posso viver sem a minha vida! Não posso viver sem a minha alma!
Pág. 158

As pessoas sentem com o coração.
Pág. 160



E agora, com a leitura do livro, confesso que perdi o interesse pelo filme. Mas vá, tem a Kaya Scodelario, uma actriz que eu adoro! E vou ver se arranjo um tempinho para ele. :)





Algumas opiniões no booktube:







Confesso-vos que tentei gravar o meu próprio vídeo de opiniões, mas as câmaras não são comigo. Não consigo ficar suficientemente descontraída, enrolo-me toda a falar, e acabo por não gostar do resultado final.
Quem sabe, um dia mais tarde.
Até lá, vou partilhando os vídeos em português (de Portugal) que vou encontrando pelo youtube. 
Caso também tenham um canal, peço-vos que deixem o link aqui nos comentários, pois adoraria ver os vossos vídeos.

Boas leituras, e até à próxima! :)

2 comentários:

Márcia Soares disse...

Olá! Estou no 11º ano e esse é um dos livros que estou a pensar em escolher para o projeto leitura que vai ocorrer durante todo o ano letivo. Cada reação que vejo é sempre positiva, mas tenho medo que o livro seja demasiado confusa e eu não consiga transmitir o seu real valor.

O teu blog é fascinante <3 Beijinho!

Soberana da Noite disse...

As Catherine pode ser um bocado confuso, mas se leres com calma e atenção perceberás bem a história :)

Obrigada por essas maravilhosas palavras Márcia <3
Beijinhos*